Missão internacional leva comitiva da ACP do Carvão aos EUA para aprofundar soluções em recuperação ambiental 

Grupo irá participar de simpósio e realizará visitas técnicas a projetos de drenagem ácida de mina, reabilitação de áreas e operações de mineração 

Uma delegação com diversas entidades ligadas à Ação Civil Pública (ACP) do Carvão realiza, entre os dias 3 e 9 de maio, uma missão técnica internacional ao estado de West Virginia, nos Estados Unidos. A comitiva participa do West Virginia Mine Drainage Task Force Symposium, além de visitas técnicas a projetos de drenagem ácida de minas, áreas recuperadas e operações de mineração e pós-mineração. O Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc-Carvão+) integra o grupo. 

“O objetivo dessa nova missão é aprofundar o conhecimento técnico sobre drenagem ácida de minas e conhecer, na prática, soluções aplicadas nos Estados Unidos. Teremos contato com especialistas internacionais, visitas a estruturas operacionais e projetos consolidados, o que nos permite avaliar tecnologias e estratégias que podem ser adaptadas à realidade do Sul catarinense”, destaca o diretor técnico do Siecesc-Carvão+, Marcio Zanuz. 

A programação inclui workshop técnico sobre o software AMD Treat, voltado ao tratamento de drenagem ácida, participação no simpósio com especialistas da área, além de visitas a campo organizadas pelo Departamento de Proteção Ambiental da Virgínia Ocidental (WVDEP). Entre os locais visitados estão estruturas de tratamento de drenagem, áreas de reabilitação ambiental e operações de mineração e reaproveitamento de áreas no pós-mineração. 

Em 2025, foi realizada uma missão nos EUA no estado da Pensilvânia que serviu de base para diversas ações implementadas no Sul de Santa Catarina ao longo de 25 anos. Atualmente, cerca de 55% das áreas afetadas pela mineração de carvão no passado no Sul catarinense já passaram ou passam por obras de recuperação ambienta. 

Compõem a comitiva, além de Zanuz, a juíza da 4ª Vara Federal de Criciúma, Camila Lapolli, bem como representantes do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e das carboníferas Belluno, Catarinense, Copelmi (RS), Gabriella, Metropolitana e Rio Deserto.

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